História Rua Teresa
 

     A história da Rua Teresa se confunde com a história de Petrópolis. Nos primórdios da formação da cidade, no século XIX, chegava-se à então Fazenda do Córrego Seco, no alto da Serra da Estrela, pela Estrada Normal da Estrela, início do caminho para o ouro de Minas Gerais.

    Ao quarteirão que dava acesso da Serra da Estrela à nova cidade foi dado o nome de Vila Teresa, em homenagem à esposa de Pedro II, a imperatriz Teresa Cristina. Até a inauguração da atual estrada Rio - Petrópolis, em 1928, a única forma de se chegar ao centro da cidade era através da já conhecida Rua Teresa.

    Testemunhando desde o início o desenvolvimento econômico do município, a Rua Teresa foi a primeira via a receber tráfego de veículos de tração animal, cavalos, bondes e automóveis. Sem contar a ferrovia, que começou a correr paralela à rua em 1883 e levou para Petrópolis as oficinas da Leopoldina Railway e a Serraria Faulhaber, que forneceu janelas e portas para o Palácio Imperial.

    E uma curiosidade: a imprensa petropolitana surgiu na Rua Teresa, que abrigou a sede do primeiro jornal da cidade, “O Mercantil”, fundado por Bartolomeu Pereira Sodré em 1857.

 
A Tradição da Indústria Têxtil em Petrópolis

     Hoje a Rua Teresa é um orgulho da tradição de indústria têxtil da cidade, além de ser conhecida nacionalmente como um shopping de dois quilômetros a céu aberto com preços de fábrica. E a proximidade com o centro histórico faz com que as compras sejam obrigatoriamente acompanhadas de visitas ao Museu Imperial, à Catedral de São Pedro de Alcântara, ao Palácio de Cristal e outros pontos turísticos da cidade.

     A Rua Teresa é fruto de uma relação direta com o pólo têxtil que surgiu em Petrópolis com a inauguração da Companhia Petropolitana de Tecidos, em 1873, primeira das grandes fábricas que se instalariam na cidade e atrairiam trabalhadores de várias regiões em razão da grande oferta de empregos.

     O crescimento no setor têxtil teve continuidade com a inauguração, em 1889, da Fábrica de Tecidos Dona Isabel, que hoje se encontra desativada e dá fundos para a Rua Teresa. E, em 1903, inaugurou-se a Indústria Cometa, que tinha como endereço o caminho de entrada para a cidade (local onde atualmente estão localizados o Hipermercado ABC Barateiro e o Hipershopping ABC).

     No início do século XX, mais precisamente em 1916, é fundado na Rua Teresa o pequeno negócio que pode ser considerado o precursor das malharias locais. O empresário Manoel Soares de Sá montou em sua própria casa uma malharia que levou o nome da família.

     A indústria têxtil em Petrópolis teve seu auge no final do século XIX e início do século XX. Foi responsável, inclusive, pelo crescimento demográfico em bairros como Bingen, Cascatinha, Morin e Alto da Serra, onde existiam vilas operárias.

     Mas entre as décadas de 50 e 60 a atividade começou a enfrentar o declínio, com o fechamento de fábricas e a geração de desemprego. O know-how adquirido pelos ex-operários fez com esses começassem a montar suas pequenas confecções. E as garagens de suas casas na Rua Teresa se tornaram os pontos de venda.

    Fonte: CDL – Câmara dos Dirigentes Lojistas de Petrópolis e Prefeitura Municipal de Petrópolis